sábado, janeiro 01, 2011

Oferenda

Lá fora,
a cadência
da queda d'água.
Cá dentro,
a poesia
inundando a alma.
Chuva de palavras
caindo.
Broto de poema
surgindo.
E nessa folha de papel
(ex-árvore apontando para o céu)
em se escrevendo tudo dá.
E se a colheita vem do que se planta,
a fartura desse texto não me espanta:
é o pão do espírito
que venho compartilhar.

Goimar Dantas
Santa Rita do Sapucaí
31/12/2010

2 comentários:

Leonardo B. disse...

[poucas são as oferendas ao brilho e sombra do dia, que a palavra, enfeite de mão poema]

um imenso abraço,
e desejo dum excelente ano novo, Goimar

LB

poesia potiguar disse...

Oi, Leonardo!

Obrigadíssima pela visita e pelo lirismo. Um ano novo maravilhoso pra você também!

Goimar