quarta-feira, maio 09, 2007

Ciclo das águas





Acordei molhada.
Chovia.
De dentro de mim
a água fluía.
Descia a ladeira
da graça morena.
Passava por sobre a
penugem macia.
Rio de espuma branca.
Fonte de prazer.
Forte correnteza.
Um mar de querer
que quebra na boca
da caça que é presa.
Domínio.
Certeza.
Fera saciada
(que logo adormece)
na gruta debaixo
da linha do ventre.
Caminho.
Nascente.

Goimar
São Paulo, 07/05/07

3 comentários:

Anônimo disse...

Uma poetisa-artista, com sensibilidade plena. Produziu um texto poético sensível porque elucidativo e enxertou-o da plástica que, se não o complementa, se funde nele numa simbiose imagem-palavra = poesia do mais alto tom.
Cada vez que leio seus poemas, ganho a poesia de cada dia!
Obrigado
Prof. Leo Ricino

César Quadros disse...

Ufa!!! belíssimo!!!
parabéns Goi.
Finalmente cheguei aqui e sou muito bem recebido pelas tuas palavras!!!
;) César

Juracéia disse...

Que coisa mais linda!!
Vc realmente sabe brincar demais com as palavras. Parabéns!

Bjs com saudade