quinta-feira, dezembro 18, 2008

À procura de Bandeira




Onde está você, Bandeira do meu querer?
Onde está, por que não vejo?
Bandeira flâmula e desejo...
Onde está? Meu peito chora!
Sem você, é só a cinza das horas...
Onde está? Que estou em chamas!
Me molha de verve, poeta, declama!
Onde está sua libertinagem?
Talvez no ritmo dissoluto das minhas vontades…
Onde está, meu carnaval?
Pois, quero pular contigo,
De verso em verso, dançando
De mãos dadas, namorando
Estrela da vida inteira
Só no seu peito brilhando.


(Mestre Manuel Bandeira é sempre uma fonte de inspiração. Para ler meu primeiro poema em homenagem a ele, clique aqui)

Goimar Dantas
São Paulo
18-12-08

4 comentários:

Ana disse...

Eu já tinha lido seu primeiro poema em homenagem a ele. É tão lindo. E este segundo é igualmente belo, Goimar!

Viva Bandeira!

beijinhos,
Ana.

poesia potiguar disse...

Oi, Ana!!!!!

Menina... me bateu uma saudade do Bandeira hoje!! É como seu eu o tivesse conhecido mesmo. Acho que é porque li que ele será o homenageado da Flip em 2009 e já fiquei me imaginando em Paraty, suspirando ao ouvir o povo falar sobre ele...

Beijo e muito obrigada por partilhar esse amor comigo!

Cássia disse...

Ai Guria, cada vez que leio um poema seu fico imaginando como será que é esse negócio de escrever poemas. Eu não consigo escrever nem cartão de aniversário sem ser repetitiva ou decolar a camnho do brega!
Adorei esse!
Beijinhos,
Cássia

Anônimo disse...

Há poetas que merecem homenagens eternas e conseguem mexer, também eternamente, com a sensibilidade de outros poetas. É o caso de Drummond e Bandeira, sem qualquer dúvida.
Então, Goimar, vamos drummondianamente de mãos dadas, curtir, bandeiramente, mais essa especial homenagem a biografia e bibliografia do bardo recifense.
Você, poetisa sensível, muitas outras vezes, esperamos, será visitada pela musa que unirá sua sensibilidade à dos seus pares. Sim, Bandeira, Drummond, Cecília, Hilda, Adélia e quejandos, união que nos dará poemas sensíveis e tocantes como esse.
Parabéns, mil vezes parabéns. Seus poemas me tocam muito, talvez porque eu mesmo consiga captar a sua sensibilidade.
Grande abraço do
Prof. Leo Ricino