segunda-feira, outubro 26, 2009

Pa(i)radoxo

(Para meu pai, Pedro Dantas, que faria 65 anos hoje).



Quanto mais os anos passam
suas garras afiadas
sobre o que lembro de ti,
mais o teu rosto vívido
toma a minha memória,
vence o tempo
e escapa, ileso,
do vão do não-existir.

Goimar Dantas
São Paulo
26-10-09



Ah, pai! Olha só o que eu achei: uma das suas músicas preferidas! Aquela do Festival MPB-80. Lembra?

7 comentários:

Zilmara Dahn disse...

que lindo, que lindo.

ele nunca se foi. enquanto nós estivermos aqui, ele também estará.

amor de filho não se aniquila.

Anônimo disse...

Wonderful composition.

Best Regards.

poesia potiguar disse...

ah, mas eu não tenho dúvida quanto a isso, karuê!

love you.

karuá

não sou malandro apenas diferente disse...

lindo...lembro do meu querido pai que se foi tambem!!!

bj,
Emerson

poesia potiguar disse...

Oi, Emerson!

Percebi que você também entende a dimensão dessa saudade!

abraços e obrigada pela visita!

Anônimo disse...

Goi!
Uma das suas muitas qualidades é esse amor e esse reconhecimento pela importância do pai na sua vida, apesar do pouco tempo que teve para curti-lo.
E esse poema, tão curto, tão singelo, tão sintético, foi como aquele sentimentro aprisionado que escapuliu por entre os dedos comprimidos e rasgou o não conhecido e invadiu o conhecido, deu-se ao mundo para mostrar como a matéria morre mas o amor jamais.
Nem vou dizer parabéns, que você já sabe o que acho dos seus poemas.
Um beijo.
Prof. Leo Ricino

poesia potiguar disse...

Leo, meu querido...

receba um beijo enorme no seu coração. obrigada por tudo o que tem me ensinado - e incentivado - nesses quase 10 anos de amizade!

obrigada, de novo, e sempre!

gói